Pular para o conteúdo principal

FILOSOFIA AFRICANA

O filósofo nigeriano K.C. Anyanwu define a filosofia africana como “aquela que se interessa na maneira que o povo africano, do passado e do presente, entende o seu destino e o mundo no qual vive”. Apesar de em grande parte permanecer um mistério para os outros países, a filosofia africana é uma disciplina sólida, enriquecida por séculos de pesquisa, que datam desde a filosofia do Egito antigo, até o pensamento pós-colonial moderno. Ao longo de sua história, a filosofia africana contribuiu significantemente à filosofia grega, notadamente através do filósofo egípcio Plotino – figura fundamental na continuação da tradição da Academia filosófica de Platão, e à filosofia cristã, através do pensador argelino Agostinho de Hipona.

"A filosofia africana contemporânea tem a cultura como eixo significante na sua constituição, é fruto da experiência, é aquela filosofia feita não apenas por filósofos africanos, mas também por aqueles que estão implicados em direcionar sua atenção aos problemas dos africanos, sejam os nascidos na África, sejam aqueles que são frutos das diásporas, ou seja, aqueles nascidos na África ou aqueles que têm a África nascida em si, como nós, afrobrasileiros. É sabido que compreender a história da África e a história da África no Brasil é preponderante para conhecermos e reconhecermos nossa realidade, nossa história. Desse modo, essa filosofia intenta resolver tais problemas desde suas concepções de vida, suas culturas, crendices, mitos, poesias, nosso modo de pensar, refletir, sentir, conhecer, aprender / ensinar." (FILOSOFIA AFRICANA PARA DESCOLONIZAR OLHARES: PERSPECTIVAS PARA O ENSINO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS Adilbênia Freire Machado*)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A APROFFIB apoia e convida a todos para GREVE GERAL no dia 30 de junho

LUTAR É PRECISO!!!
A APROFFIB apoia e convida a todos para GREVE GERAL no dia 30 de junho
"Morrer ou deixar morrer" Não é querer fazer alusão as ideologias nazistas ou a qualquer tipo de ideologias, nem é ser anarquista, mas pelo contrário, é suscitar uma atitude crítica na sociedade em que vivemos. Recordarmos Nietzsche quando diz que nos tornamos passíveis diante dos problemas sem questionar ou lutar, enfim quando fugimos dos nossos direitos, transferimos o nosso poder a outras pessoas. Assim nós o perguntamos “morrer, ou deixar morrer”? Morrer é lutar pelos seus direitos, é lutar pela vida é fazer algo de sua existência, e deixar morrer é simplesmente cruzar os braços para tudo, para sociedade e principalmente para esse governo que nos massacra e tira de nós trabalhadores o direito à vida digna, o direito ao trabalho digno e principalmente o direito de se aposentar. E hoje, o que estamos fazendo? Durante o nazismo, o povo alemão matou e deixou morrer “por não saber o que ac…

RESPOSTA AO ARTIGO DO JORNALISTA PAULO CHAGAS: Sobre a história do Brasil

Por Chico Gretter: Ontem recebi um relato de um tal jornalista Paulo Chagas que elogiava os generais do regime militar e atacava o Lula, comparando a abnegação dos militares com o oportunismo do petista e acusou os "brasileiros" de profunda ignorância sobre a nossa história... Não entrando em questões pessoais de quem é mais bonito, fiz a seguinte reflexão:                                                                                                                   RESPOSTA AO ARTIGO DO JORNALISTA PAULO CHAGAS: sobre a história do Brasil, como professor de História que sou, devo discordar de várias afirmações do jornalista Paulo Chagas sobre a época do regime militar. Os generais que governaram o país por 21 anos podem ter sido honestos, mas a política de alinhamento de nossa economia ao capitalismo internacional/$USA que ainda domina a América Latina sempre provocou uma dependência muito grande de nossos países aos EUA, sem falar nos milhares de presos, torturados, exil…

“ESCOLA SEM PARTIDO”: O QUE ISSO SIGNIFICA?

Por Dermeval Saviani

No Brasil o atual governo, resultado de um golpe parlamentar, vem tomando várias iniciativas na direção do abastardamento da educação. A par de medidas como cortes no orçamento, destituição e nomeação de membros do Conselho Nacional de Educação sem consulta, um sinal emblemático da intervenção nos próprios conteúdos e na forma de funcionamento do ensino é o movimento denominado “Escola sem partido” que se apresenta na forma de projetos de lei na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e em várias Assembleias Estaduais e Câmaras Municipais do país.

O referido projeto é chamado por seus críticos de “lei da mordaça”, pois explicita uma série de restrições ao exercício docente negando o princípio da autonomia didática consagrado na legislação e nas normas relativas ao funcionamento do ensino. A motivação dessa ofensiva da direita tem um duplo componente.

O primeiro é de caráter global e tem a ver com a fase atual do capitalismo que entrou em profunda crise de caráter e…