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É possível o conhecimento sem as categorias "a priori"?

A “Crítica da Razão Pura” é o livro em que Kant separa os domínios da ciência e da ação. O conhecimento se constrói a partir do fenômeno que alia a intuição sensível ao conceito do intelecto. Assim, são as categorias lógicas que constituem objetos, permitindo que possam ser conhecidos de forma universal e necessária.




O conhecimento é possível sem as categorias “a priori” sugeridas pelo filósofo?


A afirmação de Kant de que “nenhum conhecimento precede a experiência, todos começam por ela.” Nos leva a inferir que é possível o Conhecimento sem as categorias “a priori”. Sendo, no entanto, necessária a distinção entre o conhecimento a priori (necessariamente verdadeiro e universal, já que não depende da experiência) e o conhecimento a posteriori (aquele que é obtido de forma empírica). Ou seja, para Kant, embora não derive da experiência ou intuição sensível, o conhecimento começa com a experiência, não sendo possível um conhecimento puramente racional, um conhecimento que seja obra exclusiva da razão.

Todo o conhecimento possível ao homem está limitado ao campo dos objetos que eu posso enquadrar no espaço e no tempo, aos dados da intuição empírica ou sensível. Ou seja, para conhecer é preciso tanto a razão com seus instrumentos, como a experiência com os fatos da realidade empírica. Compreender o conhecimento na perspectiva da ideia kantiana de conhecimento como composto é fundamental para a superação da dualidade entre o racionalismo e o empirismo.

Destarte, temos em Kant que o conhecimento não se dá de uma única forma é um processo, uma construção para a qual não basta a intuição para termos conhecimento, se é preciso que faculdades de conhecer ativas ajam sobre aquilo que recebemos por meio da intuição, não podemos dizer que todo o nosso conhecimento encontra sua origem na experiencia. 




http://www.deboraludwig.com.br/arquivos/kant_criticadarazaopura.pdf


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